A Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou, por unanimidade, no dia 1º de setembro, o projeto de lei que transforma o funk em um movimento cultural e música de caráter popular. Até aí, nenhum problema, mas colocar o funk como “instrumento pedagógico”, como foi proposto pelo deputado Marcelo Aleixo (PSOL), já é demais.
E esse tema continua sendo assunto dos principais veículos de comunicação. Li a coluna da Ruth de Aquino, da revista Época, e ela, brilhantemente, colocou um trecho de um funk. (http://tinyurl.com/n65x4y)
“Mas se liga aí novinha.Mas se liga aí novinha, por favor tu não se engane. Abre as pernas e relaxa. Que esse é o Bonde do Inhame. Que esse é o Bonde do Inhame. Esqueci da conseição, larga o inhame na Silvinha. Esse é o bonde dos cria. Esse é o bonde dos cria. Esse é o bonde dos cria, que enfogueta as novinhas. Na treta do nem, que enfogueta as novinhas. É conflito penetrante p....”
Esse trecho de música (?) é apenas uma amostra do que o funk vem apresentando nos últimos anos.
Com isso, surgem várias dúvidas que não consigo achar as respostas. Dá para usar essa letra de funk na sala de aula? As músicas com apologia ao crime, pedofilia e pornografia serão extintas? Quem irá fazer o controle disso, já que diz respeito à cultura? Terá um órgão regulamentador? E os erros de português serão corrigidos?
Continuo num grande vazio. Não que eu tenha nada contra, muito pelo contrário. Como na letra: “é som de preto, de favelado, mas quando toca, ninguém fica parado”. Esse trecho está certíssimo, desde que tenha um adendo importante: depende muito do funk. Sempre gostei de funk, mas não consigo entender com o ritmo apresenta tantas letras intoleráveis. Que vontade de voltar no tempo e ouvir “eu sou quero ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci...”
As letras de músicas (?) atuais estão cada vez mais absurdas. O que vocês acham dessa letra?
“Só porque eu sou novinha pensam que eu sou de bobeira ai que eu caio pra dentro já mostro que eu sou trepadeira vou deixando até uma dica quer me deixar maluquinha? antes de brincar gostoso vai vai pincela na tchequinha pincela, pincela pincelando na tchequinha pincela pincela deixa a tcheca molhadinha”
E dessa?
“E aí seu otário Só porque não conseguiu f... comigo Agora tu quer ficar me defamando né? Então se liga no papo No papo que eu mando Eu vou te dar um papo Vê se para de gracinha Eu dô pra quem quiser Que a p... da b... é minha”
Nem preciso escrever mais nada. Só espero que o filho do deputado não estude no mesmo colégio que o meu.
E esse tema continua sendo assunto dos principais veículos de comunicação. Li a coluna da Ruth de Aquino, da revista Época, e ela, brilhantemente, colocou um trecho de um funk. (http://tinyurl.com/n65x4y)
“Mas se liga aí novinha.Mas se liga aí novinha, por favor tu não se engane. Abre as pernas e relaxa. Que esse é o Bonde do Inhame. Que esse é o Bonde do Inhame. Esqueci da conseição, larga o inhame na Silvinha. Esse é o bonde dos cria. Esse é o bonde dos cria. Esse é o bonde dos cria, que enfogueta as novinhas. Na treta do nem, que enfogueta as novinhas. É conflito penetrante p....”
Esse trecho de música (?) é apenas uma amostra do que o funk vem apresentando nos últimos anos.
Com isso, surgem várias dúvidas que não consigo achar as respostas. Dá para usar essa letra de funk na sala de aula? As músicas com apologia ao crime, pedofilia e pornografia serão extintas? Quem irá fazer o controle disso, já que diz respeito à cultura? Terá um órgão regulamentador? E os erros de português serão corrigidos?
Continuo num grande vazio. Não que eu tenha nada contra, muito pelo contrário. Como na letra: “é som de preto, de favelado, mas quando toca, ninguém fica parado”. Esse trecho está certíssimo, desde que tenha um adendo importante: depende muito do funk. Sempre gostei de funk, mas não consigo entender com o ritmo apresenta tantas letras intoleráveis. Que vontade de voltar no tempo e ouvir “eu sou quero ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci...”
As letras de músicas (?) atuais estão cada vez mais absurdas. O que vocês acham dessa letra?
“Só porque eu sou novinha pensam que eu sou de bobeira ai que eu caio pra dentro já mostro que eu sou trepadeira vou deixando até uma dica quer me deixar maluquinha? antes de brincar gostoso vai vai pincela na tchequinha pincela, pincela pincelando na tchequinha pincela pincela deixa a tcheca molhadinha”
E dessa?
“E aí seu otário Só porque não conseguiu f... comigo Agora tu quer ficar me defamando né? Então se liga no papo No papo que eu mando Eu vou te dar um papo Vê se para de gracinha Eu dô pra quem quiser Que a p... da b... é minha”
Nem preciso escrever mais nada. Só espero que o filho do deputado não estude no mesmo colégio que o meu.
Acho que o funk JÁ FOI um movimento cultural... como vc bem citou, na época do Rap da Felicidade.
ResponderExcluirHj em dia nem o ritmo é inovado, é sempre a mesma batida, o que muda são as baixarias ou violências proclamadas :(